Todo mundo conhece

30 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Miss Independent

miss
É fato. Onde você vai, você conhece alguém que tem: um chefe chato, um colega de trabalho grosso e um amigo folgado. Não necessariamente esses pares de “substantivo + adjetivo”. Pode ser chefe folgado, amigo grosso e colega chato. E nem necessariamente respeitando esse gênero, existem muitas chefes amigas e colegas grossas, principalmente na TPM.

Mas é CLÃSSICO como TODO MUNDO CONHECE, e adora contar histórias sobre os mesmos. Então, dá licença que eu vou contar sobre os meus.

A colega folgada

Na verdade, era uma amiga que virou colega. Porque a folga foi tamanha que eu não consegui manter a proximidade. Me incomodava! A amizade começou a parecer um fardo porque sempre sabia que ela ia me pedir algum favor. Bom, no começo, eram coisas pequenas:– Empresta isso, empresta aquilo, corre em tal lugar, quebra essa pra mim?

A amizade falava mais alto. Mas fui percebendo que o pedido de favores era frequente. A gota d’água foi no aniversário de uma amiga. A festa era surpresa. Quem ia organizar? ELA. Quem ia fazer o bolo? MISS!
– Miss? Perae, como assim, ninguém me falou nada!

A aniversariante ia chegar na festa às 21 horas. Todos teríamos que estar lá às 20h. DUAS HORAS ANTES DE EU TER QUE ESTAR LÃ, portanto às 18h, ela me manda uma MENSAGEM NO CELULAR:
– Faz o bolo pra mim? Quebra essa, tô sem dinheiro e sem os ingredientes aqui

O que a meu ver, cheira a: “Não quero ouvir seu não, então mandei a mensagem”. Pois eu fui má! Muito má, meus queridos! NÃO FIZ O BOLO! Achei o cúmulo ela NÃO me ligar explicando a situação e ainda pedindo. Só porque sou amiga dela, ela não precisa me tratar com delicadeza? Não precisa pedir por favor?

Ela me liga às 19h: – E aí, o bolo tá pronto?

E eu respondo: – Bolo? Que bolo? (ainda bem que fiz curso de teatro na escola)

Depois a explicação: – Nossa, só vi sua mensagem agora, tava longe do cel – de fato, eu vi a mensagem 15 minutos antes da ligação, mas já tinha decidido não fazer o bolo na pressa.

Para quem não se deu por vencido, as folgas eram inúmeras: querer que passássemos todas as fotos tiradas em uma determinada festa para ela; levarmos o colchão (o maior de todos os colchões) da belezona durante os jogos universitários da nossa faculdade (em que ficamos nos revezando pra cuidar dele, já que ela, como trabalhava, chegava só no fim de semana); e entregarmos trabalhos dela na faculdade para ela não ter que ir até lá.

Pois é: amigo folgado, TODO MUNDO TEM O SEU.

A amiga grossa

Como boa geminiana (ops, eu também!) essa minha amiga vai do 8 ao 80… conclusão: sabe ser grossa como ninguém. Às vezes, sem muitos motivos, vem aquela mega patada e, para preservar a amizade, a gente tem que levar no bom humor. Foi o que aconteceu em uma aula nossa de cada dia, também tempos de faculdade.

Por algum motivo que NINGUÉM SABE, ela estava esperando para conversar com o professor, sobre um tema que A NINGUÉM INTERESSAVA SABER, por um motivo QUE NINGUÉM DEVIA TER PERGUNTADO. Mas uma amiga ousou perguntar:
– B., o que você vai conversar com o professor? É muito urgente? Porque eu precisava…

Mas, antes que ela terminasse, veio a resposta em momento Chaves, aquele momento em que todos ficam em silêncio:

- NÃOTEINTERESSA.COM

Assim, em formato de site mesmo! (???) Grosseria tecnológica! Vai entender.

Só que, como a menina que levou o fora é do tipo que abaixa a cabeça, mas também era muito boazinha, todas nós ficamos com dó. E uma de nós, minha amiga, levantou a voz em defesa da fraca e oprimida, respondendo:

- AFIOOUAFERRADURA.COM

Gargalhada geral.

Pois é… Tem dias que a gente dá risada com grosseria. E ainda ganha momentos pra contar numa coluna em que ninguém vai saber de quem estamos falando… hehehe!

Pra finalizar… bom, a chefe fica pra depois, né galera? Ela não sabe que sou eu aqui, masssssss, por via das dúvidas… deixa eu resguardar meu emprego! Hahaha!

Obs¹: E-mails para colunamiss@gmail.com

Obs²: Quero agradecer de coração à menina que procurou o Paraíba numa festa e disse que estava mal mas, após ler um texto meu, guardou, levantou a cabeça e seguiu em frente. E até pôs no perfil do Orkut!! Demais querida, obrigada!! Só, por favor, ME DIGA QUEM É VOCÊ, porque o Paraíba não lembrou! Eu te mando um beijo na próxima, ok?! =))

Obs³: Agradeço àquelas que me escreveram para a sessão “como queimar seu filme”, e aviso que retomarei o assunto na próxima coluna. Vamos nos permitir ter esse feriado sem odiar mais os homens, meninas!! kkkkkkkk

Até mais! Beijos!

Games – QBeez

27 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Geral

qbeez

Nostalgia Animada

24 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Geral

insight

A coluna Insight desta semana é uma homenagem nostálgica à uma das maiores criações em desenho animado na minha opinião. Trata-se de Doug Funnie, sucesso mundial na década de 90. Pouca gente sabe, mas a animação foi baseada num livro – que nem chegou a ser publicado – escrito por Jim Jinkins e Joe Aaron, que iria se chamar “Doug Got a New Pairs of Shoes” ou abrasileirando “Os novos sapatos de Doug”.

Os primeiros episódios da série no canal pago Nickelodeon em 1991 e ficaram ao ar até 1994. Dois anos depois, a Wall Disney comprou o “passe” do desenho, e começou a produzir em 1996 o Disney’s Doug, que teve até filme longa-metragem chamado “Doug’s 1st Movie†(Doug o Filme).

Quem acompanhou a série com certeza ainda se lembra das aventuras de Douglas Yancey Funnie, todas elas anotadas em seu velho Diário. O garoto de 11 anos, narigudo, tímido e desastrado, nutria um amor “platônico” por Patty Mayonnaise. Sempre andava acompanhado de seu fiel companheiro Costelinha, seu cachorro de estimação, e do seu melhor Amigo Skeeter Valentine.

O desenho tratava com genialidade as dificuldades que quase todos pré-adolescentes passam: um amor não correspondido, as implicâncias do valentão da escola e os micos com os pais e com a irmã mais velha. Tudo isso com uma grande dose de inovação e criatividade, desde as cores dos personagens (verdes, roxos…) até os heróis Homem-Codorna e o Cão Codorna. Ah! Claro! E os seus ídolos, os Beets. Com famoso hit: - OoooOOOô iii Oooooô, Mingau matador!!!!!

Se você também é fã da série pode comemorar, a Tv Cultura voltou exibir os capítulos da primeira fase de Doug esse mês. Anotem aí os horários: segunda à sexta-feira em dois horários as 13:30h e as 17:30h.

doug

Como queimar o seu filme

23 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Miss Independent

miss

Já fizeram o filme “Como Perder um Homem em 10 Dias”, certo? Então vamos nos vingar, mulherada, e mostrar como os homens sabem queimar o filme deles com a gente em menos de 3 segundos… Hoje abro a sessão que vai contar, de maneira empírica, como caras aparentemente “muito a fim” de algumas meninas conseguiram destruir em algumas horas, minutos ou segundos as imagens que eles lutaram pra construir.

Situação Número 1. A eterna “I don’t believe in love”

Bom, tenho uma amiga que sim, procura ficar ao máximo longe do amor. Cultua uma música chamada “I don’t believe in love”. Logo, com uma menina dessas, você tem que fazer tudo certo… mas FAÇA. Porque se errar, é uma vez só!

Foi o que aconteceu.

Ela ficou com um cara, que ficou em cima dela. Queria adicionar no Orkut, no MSN, queria manter contato. Ironicamente, ele ficou um tempo sem manter contato nenhum. Mas finalmente resolveu virar homem e chamá-la pra ir ao cinema. Como fazia um tempo que eles tinham ficado, minha amiga pensou que o interesse era genuino e concluiu com um “Por que não?”.

Ele marcou durante uma semana. Ligou, confirmou, disse até que se ela não pudesse ir, ele não ficaria chateado, era só avisar. Mas… no dia… uma hora… duas horas… Bom, ela ficou PLANTADA em frente ao cinema, e as mesmas regras não se aplicavam a ele: não houve UM TELEFONEMA de explicação, de “não vou poder ir”. Alguém aí acha que ela foi atrás de saber por quê? Nem. Desencanou. Pra cara assim, a gente não dá bola.

Situação Número 2. A boa samaritana

Essa sou eu. E esse apelido foi me dado pela minha psicóloga. Sim. Sempre ela colocando certos questionamentos na minha vida. Lembram o menino que dispensei em janeiro, por causa da minha S.A.I. (Síndrome do Amor Inatingível)? Bom, ele continuava rondando. E eu NÃO QUERIA sair com ele. Já tinha me decidido, dado um belo de um fora e tudo mais. Mas a boa samaritana emergiu dentro de mim dizendo – “e se ele for legal? E se você tiver dispensado ele por nada? Você podia só sair com ele pra ver o que dá… o que tem de mal?” – Pois bem, topei… quis me reaproximar devagar para ele não achar que eu estava zuando a cara dele, que dei o fora e me arrependi… Mas, de cara, ele já me chamou pra sair. Pensei “Tô fazendo a coisa certa, o cara é realmente a fim de mim, que custa dar uma chance?”.

Ah, mas custa… custa um papel de TONTA. Porque não custa lembrar que na primeira vez, ele me ligou DUAS VEZES em cima da hora, achando que eu tava à disposição! Passar por “plano B” uma segunda vez É MUITA TONTICE. Pois eu passei.

Logo quando fomos combinar de sair, rolou o seguinte diálogo:

ELE: Vai sair amanhã?
MISS: Acho que vou, com uma amiga.
ELE: Ah, só por que eu ia te chamar pra sair comigo?
MISS: Pois é, fazer o quê… (pensando: porra, ia, por que não vai mais?)
ELE: É que eu vou jogar bola amanhã, mas eu tava pensando em te ligar depois.
MISS: (já puta da vida) Hum, entendi… ou seja, ia ligar em cima da hora DE NOVO? (deixando clara a patifaria)
ELE: Não, sabe que que é… eu vou jogar bola, aí vou ver, se não tiver muito cansado eu te ligo.

Ou seja, Miss… VOCÊ É PLANO B.

Ah, é, meu querido? E você virou meu PLANO Z!!

—————————

Bom, mulherada, vocês que quiserem participar da sessão “Como queimar seu filme com a garota que você quer”, mande-nos um depoimento para colunamiss@gmail.com. Prometo ser que nem a Gossip Girl e preservar o nome dos envolvidos… inclusive o seu =)

Beijo de Pinguim #47

22 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Beijo de Pinguim

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“Vivemos num mundo em que temos de nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é feita aos olhos de todos†John Lennon

Esse post é um protesto a tudo o que eu vi ontem durante e depois da festa que eu fui.

beijodepinguim@gmail.com

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Itaipava Fest Folia

21 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Geral

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Amor exigente

19 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Miss Independent

miss

Sempre fui acusada de ser “exigente demais†no amor. Estou sempre solteira, segundo minha mãe, porque “exijo demais, quero demais e crio expectativas demaisâ€. Houve uma época que me frustrava quando meus sentimentos não eram correspondidos: tanto em ser correspondida no amor, quanto em ser correspondida com relação a atitudes que eu esperava que a pessoa demonstrasse. Hoje, para minha felicidade e um certo azar dos meus pretendentes, sou uma versão desencanada de mim mesma e, se o cara em questão não atende aos pré-requisitos, costumo riscá-lo da minha “lista de probabilidades†sem muita dó.

Acontece que todo mundo quer ser contemplado. Todos querem aquele “amor perfeitoâ€, em todos os sentidos, desde personalidade até aspecto físico. Não que esse “amor perfeito†exista, mas é fato que existe o amor perfeito PRA VOCÊ. Eu, por exemplo, não ligo que o cara não seja dos mais arrumadinhos (até porque meninos muito engomadinhos parecem que foram arrumados pela mãe) mas, por favor, NÃO ME APAREÇA DE REGATA! Pra mim, regata é “uó†da vestimenta: TUDO, menos regata.

Mesmo você já gosta da pessoa, é complicado não fazer certas exigências e, para isso, vou exemplificar com a história de uma amiga. Ela nunca gostou de namorar (trauma “conquistado†após um namoro que durou dos 12 até seus 18 anos), então fugia ao máximo de “nomear†o relacionamento que ela vivia. Porém, ela se apaixonou por um cara extremamente romântico e percebeu que, se queria que aquilo desse certo, teria que chamá-lo de namorado.

Ela topou. Teve a idéia romântica, inclusive, de ELA MESMA pedi-lo em namoro. Mas se ela ia abrir essa tremenda exceção, é claro que não sairia de graça. Então, no ato do pedido, a lista de exigências dela foi:

- Ser acompanhada na cozinha quando fizesse algo para a casa, fosse cozinhar ou lavar a louça (explicando: ela mora sozinha, portanto, eles moram praticamente juntos, já que ele não sai da casa dela. Ela sempre teve problemas com esse machismo de “eu cozinho enquanto você assiste ao jogoâ€, principalmente porque ela talvez seja mais fanática por futebol que ele. Então ela tentou criar, digamos, uma “cultura igualitária†em seu relacionamento);

- Continuar o esquema “eu não cobro, você não cobraâ€. (Como eu disse, o romântico da história é ele. Ela é desleixada. Enquanto ele manda 500 mensagens por dia, ela manda uma ou duas. Mas ela gosta assim, sempre foi assim, não quer ser melosa e não queria mudar pelo namoro. O combinado é “cada um faz o que se sentir bem fazendoâ€.)

- O namorado tem que manter a forma. (Isso mesmo. Ela achava que ele estava um pouquinho acima do peso, e me contou que o combinado foi: “eu me cuido, e você se cuida, certo? Nada de engordar por causa do namoro!â€.)

A lista de exigências chega a ser bizarra. Quando ela me contou esta última, eu disse “não acredito que você pediu isso a ele!â€, rindo. E ela me respondeu “Ah, amiga, eu não vou terminar se ele engordar, mas que eu não gostaria, eu não gostaria MESMOâ€.

É, ao que parece, o mundo anda mais exigente: mais provas, mais responsabilidade, mais vestibulares e concursos e concorrências e… O AMOR. Preparem-se: ele, que sempre foi tão cego, está pronto para te selecionar.

Casamento em Pederneiras

18 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Geral

juninho

Festa da Vírgula na Dolce

17 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Geral

virgula

Beijo de Pinguim #46

14 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Beijo de Pinguim

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Finalizando a páscoa com muuuuuuito chocolate e uma gripe chata, aqui estou eu! Doente, porém feliz para começar mais um Beijo de Pinguim da semana! As fotos são sempre exclusivas… mas nem sempre tão novinhas como eu gostaria! Mas enquanto vocês me deixam no vácuo, eu vou contornando essa coluna toda semana com fotinhos do fundo do baú.

Começando com o beijinho mais fofinho que já foi tirado entre uma loira vs. morena! A foto foi tirada em um pasto desconhecido entre a estilosa Aninha Guerra e sua amiga Gabriela. Aposto que quando eu falei em “pasto†todo mundo pensou em algo, né? Já até sei! Vocês pensaram: cadê as vacas?

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Ok! Mais uma foto da tal da Mariana Mendes… dessa vez com Ciro Rinaldi! Já ta com com outro Mariana? CARAMBA! Não deu nem duas semanas e já ta esfregando o seu nariz em outra pessoa? As pessoas banalizam e usam o BDP como se fosse “bom diaâ€.

Esse mundo está perdido mesmo.

Próximo!

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Hoje eu tava pensando: Quais são os nomes mais usados nas pessoas? Cheguei a conclusão que nomes masculinos são: Thiago e Bruno. E em nomes femininos? Alguém arrisca o palpite?

Sim… a próxima foto arrisca!

As gatíssimas Carol e Gabi numa festa aleatória AND escura. [déjà vu mode on] Ta aí o beijinho mais fofinho que já foi tirado entre uma loira vs. morena! [déjà vu mode off]

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Agora, ignorando todas as GORDAS que apareceram nas fotos aí em cima… chegamos a nossa última foto da semana: Mayara Campos (arroz de coluna BDP) e a sua amiga, não menos magra, Julielem! As duas VIP’s, em um camarote da danceteria(?) Dolce aqui de Bauru. Valeu por lembrarem do Beijo de Pinguim nesse momento alcoólatra da vida de vocês.

Quer mandar foto? UIAAA! Sério??? MANDA AÃ!

beijodepinguim@gmail.com

Games – Connectors

13 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Geral

connectors

Só se vive uma vez

11 de abril de 2009 - Postado por - Categoria: Miss Independent

miss

Conhecem a música Photograph, do Nickelback? O começo é “look at this photograph, everytime I do it makes me laugh” (olhe para essa foto, toda vez que eu olho eu dou risada)… ela SEM DÚVIDA é minha trilha sonora da semana. Não só por esse começo, mas pelas lembranças, já que a música fala do tempos de escola, de pessoas que você deu adeus e não soube nunca mais, viu talvez nas colunas sociais, mas não sabe o que aconteceu ou o que a pessoa fez da vida.

Eu, graças a Deus, tenho duas épocas de ouro na minha vida. Uma é meu colegial, em especial o 2o. e o 3o. ano. Outra é, sem dúvida – e já falei isso aqui INÚMERAS VEZES – meus quatro anos de faculdade.

Esses dias, por um acaso, resolvi conversar com meu melhor amigo do colegial. Apesar de não termos perdido contato, é aquela velha história: ele lá, eu aqui, cada um no seu canto, escrevendo novas histórias e trilhando caminhos diferentes. Mas a amizade ainda é a mesma. Papo vai, papo vem, contei pra ele que eu trabalho… assessorando a escola onde a gente estudou. Comentei a sensação de deja vú imensa que era passar pelos mesmos corredores que nós frequentamos há mais de 4 anos atrás… como uma coisa puxa à outra, logo começamos a lembrar os momentos mais engraçados que passamos, como o da professora velha de Química berrando no corredor enquanto a sala inteira insistia em não voltar para a aula, ou como quando, para perdermos um pouco da aula dela, tivemos a brilhante idéia de roubar a maçaneta da porta e escondê-la no banheiro feminino, assim, com a porta abrindo a cada mínima brisa que passasse por ali, sabíamos que a velha não ia aceitar dar DOIS SEGUNDOS de aula para nós, já que éramos conhecidos como a classe mais dispersa de todo o colégio.

Os momentos bizarros da faculdade, então, nem se fala… por um tempo, me envolvi com um cara que morava numa república com mais 5 amigos. Muitas vezes eu unia o útil ao agradável: além de visitar meu semi-namorado, eu passava horas dando risada com as histórias que os meninos contavam. Uma das melhores foi sobre a república da frente. Os moradores fizeram um churrasco para amigos, ficaram completamente chapados e, eis que lá pelo meio da tarde, os meninos começam a ouvir, ao ritmo de “Guantanamera”: “um na cadeira! Apenas um na cadeira! Um na cadeeeeeiiiraaaa… apenas um na cadeira!”… e assim foi sucessivamente… quando chegou no número quatro, meus amigos pegaram as cadeiras de praia e sentaram na garagem da casa para enfim ver o que estava acontecendo na casa do outro lado da rua. No fim da brincadeira, 20 caras – pendurados um em cima do outro – estavam equilibrados em uma cadeira de madeira gritando, no mesmo ritmo, “essa é cadeira é f… essa cadeira é f…!”. Pequeno detalhe: a brincadeira é feita originalmente com uma cadeira de plástico, mas os 20 estavam muito chapados para se lembrar disso.

Por causa dessa história que, óbvio, eu passei adiante, eu e uma amiga fomos a uma festa tempos depois e começamos a cantar TUDO em ritmo de Guantanamera. Cumprimentávamos as pessoas, fingíamos ser meio doidas, cantávamos parabéns, TUDO EM RITMO DE GUANTANAMERA. O que era pra ser uma noite besta, virou uma das noites mais divertidas – e memoráveis – da minha vida. Ah, e o que era pra ser mais uma história besta contada pelos meninos, também.

Tudo isso pra dizer que a história da maçaneta, a história da cadeira e o dia de “somos doidas” meu e da minha amiga resultaram… num momento de lágrimas meu. Num momento em que olhei pras minhas “fotografias mentais” do passado e, rindo, chorei de lembrar esses momentos de felicidade (ou seria o contrário?). Então, exercite a memória de vez em quando, resgate momentos com um colega das antigas e não menospreze aquela festa chata, em pleno domingo à noite, que não vai ter quase ninguém, pra ficar em casa assistindo mesas-redondas e Fantástico. Isso tem toda semana, mas essas festas “chatas” e essas histórias de louco? Só se vive uma vez

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