
O ano de 2008 foi particularmente difĂcil. Poucas pessoas prĂłximas a mim sabem, mas ele deflagrou o que foi chamado de “princĂpio de depressĂŁo” em minha vida. Quer dizer, nĂŁo perdi nenhum parente ou alguĂ©m muito prĂłximo e querido, e nĂŁo tive nenhuma tragĂ©dia acontecendo comigo ou com alguĂ©m de quem eu gostasse muito. Mas eu perdi alguma coisa. Sou meio louca, eu sei, do tipo que tem tudo pra ser feliz mas estĂĄ sempre faltando algo (isso me lembrou a Maysa â pra quem assistiu Ă mini-sĂ©rie â mas tudo bem). ComparaçÔes Ă parte, de fato 2008 nĂŁo foi o ano que imaginei quando desejava “Feliz Ano Novo” na penĂșltima virada.
PorĂ©m, nessa minha Ă©poca depressiva, mergulhei numa busca por mim mesma, vamos dizer assim. Aquelas velhas crises metafĂsicas de “quem sou eu e o que quero pra minha vida?”. PorĂ©m isso Ă© TORTURANTE, especialmente se vocĂȘ Ă© uma pessoa ansiosa como eu. A gente simplesmente NĂO TEM PACIĂNCIA para esperar a resposta. E nisso, percebi que meu dia-a-dia, meu trabalho e muitas coisas que me distraiam tornaram-se uma fuga: enquanto eu estivesse ocupada, eu nĂŁo teria que lidar com a dor, com o vazio de nĂŁo saber porque me sentia triste a maior parte do tempo.
No entanto, um amigo prĂłximo percebeu essa minha “fuga da vida”. E um dia me veio com uma “dica”. Ele disse “ouvi uma mĂșsica e lembrei de vocĂȘ, entĂŁo toma, ela Ă© sua”. Essa mĂșsica chama-se Unwritten, da cantora Natasha Bedingfield, e toda menininha de 16 anos tem verdadeira adoração pela letra. Mas eu, pra variar, nunca tinha parado pra prestar atenção. Num dos trechos que mais gosto, ela diz “Feel the rain on your skin, no one else can feel it for you, only you can let it in” (Sinta a chuva em sua pele, ninguĂ©m mais pode senti-la por vocĂȘ, sĂł vocĂȘ pode deixĂĄ-la entrar). E aqueles versos ficaram me martelando a cabeça.
EntĂŁo eu decidi mudar. Decidi resolver o que me atormentava, decidi parar de fugir de mim mesma. E naquele dia liguei para uma amiga, convidei-a pra fazer uma das coisas que mais gosto â ir ao cinema â e para conversarmos tambĂ©m. Tanto ela, quanto eu, precisĂĄvamos muito daquela conversa, e nĂŁo sei porquĂȘ eu escolhi ela, talvez porque eu sentisse que ela andava triste como eu. Fomos ao shopping, conversamos, depois demos umas risadas no cinema, e saĂmos.
Como eu morava perto do local, coisa de uma ou duas quadras, Ăamos embora a pĂ©. Mas quando estĂĄvamos na rua, quem veio? Nossa outra amiga, a chuva. Digo amiga, porque assim que ela começou, minha amiga resmungou alguma coisa, e eu quis acompanhĂĄ-la, xingando e esbravejando, mas aĂ… aĂ eu lembrei da mĂșsica. “Feel the rain on your skin”. EntĂŁo olhei para minha amiga, sorri, e em vez de engrossar a reclamação, comecei a cantar pulando os versos dessa mĂșsica. Ela riu, disse que eu era louca, mas dois segundos depois estava descendo a rua dançando e cantando comigo.
Foi um dos meus melhores dias em 2008. E de quebra, ele marcou um sinal muito poderoso pra mim. Toda vez que chove, eu penso em todas as metĂĄforas que isso traz na minha vida. Lembro da mĂșsica, lembro de como “ninguĂ©m derrete” por tomar uma chuva, lembro que ela passa, lembro que ela lava, e lembro que o sol sempre vem depois. E lembro tambĂ©m QUE SĂ EU POSSO SENTIR A CHUVA E VIVER A MINHA VIDA.
Que 2009 traga chuvas gostosas e sĂłis melhores ainda a vocĂȘ. Mas que, acima de tudo, vocĂȘ saiba perceber os sinais pedindo que vocĂȘ SIMPLESMENTE VIVA.

Esse novo comercial, da Skol se nĂŁo me engano, sobre paqueras e abordagens amorosas me fez pensar mais sobre as cantadas que levamos e ouvimos por essa vida afora. EntĂŁo vim aqui dividir essa reflexĂŁo e contar as mais esdrĂșxulas â ou inteligentes, pelo menos algumas â para vocĂȘs.
Dia desses fui com mais 3 amigas a um karaokĂȘ. Quando alguma de nĂłs subia pra cantar â sim, esse karaokĂȘ tem um palquinho (ou seria palcozinho?) â as outras, pra dar aquele apoio moral, ficavam gritando âlinda! Gostosa! Vitaminada!â e por aĂ vai… Eis que minha amiga R. (vamos preservar os nomes!) solta um âSereiaaaa!â. Eu olhei perplexa, porĂ©m me matando de rir pra ela, com uma cara que ela entendeu e sĂł explicou: âouvi um dia aĂ na ruaâ.
Tem tambĂ©m aquela clĂĄssica, e que eu acho super inteligente, do coquinho. Ta, ela Ă© meio besta sim, mas Ă© bonitinha e garanto que o menino ganha no mĂnimo uma risadinha da moça. Pros desavisados, Ă© aquela que o cara chega e fala âTem um coqueiro em cima do monte. Um coquinho caiu. Rola ou nĂŁo rola?â. Eu daria muita risada.
Bom, tem uma PĂSSIMA que ouvi um cara falar pra minha amiga uma vez. Minha querida G. estava paradinha num show e me chega o moço:
- Qual seu nome?
- G.
- O meu Ă© Vicente. Rima, nĂŁo rima?
Rima?! Nome de casal tem que combinar agora? Se combinar, a moça tem que dizer sim. Aff, faça-me o favor.
E a Ășltima pra mim Ă© a melhor, e foi dirigida a essa pessoa que vos escreve. Eu tenho a pĂ©ssima mania de dar a mim mesma nomes incomuns ou esdrĂșxulos quando nĂŁo to a fim de conversar com o cara. Um dia numa balada, um moço chegou:
- Qual seu nome?
(parei e olhei um tempo pra cara dele, pra ele ver que eu PENSEI meu nome e sacar que nĂŁo queria conversar com ele, entĂŁo respondi, bem de cara fechada:)
- OlĂvia.
Ele sorriu e estendeu a mĂŁo como pra me cumprimentar, e sĂł respondeu:
- Prazer, Popeye.
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Ps.: JĂĄ fiz minha primeira vĂtima da S.A.I. (depois de detectada, Ă© claro). JĂĄ decidi que nĂŁo quero mais sair com um cara aĂ. Mas sabe como Ă© nĂ© gente? Mesmo o coqueiro estando em cima do morro, nem sempre o coquinho ROLA. Infelizmente. =/
PaciĂȘncia Ă© uma virtude.
Eu queria começar esse post com uma frasezinha clichĂȘ. uAHEhaHE! Mas Ă© exatamente o que eu tenho que pedir pra vocĂȘs. Por que a situação ta complicada em termos de atualizaçÔes RĂPIDAS aqui no site. Mas eu to me virando bem. To atrasando, sim! Mas… antes tarde do que nunca.
Depois de uma sexta-feira com missa, colação e balada, eu tive o aniversårio do Terrassi no såbado à noite e um churrasco da turma de Publicidade e Propaganda que estå se formando, no domingo à tarde. As duas mini-coberturas estão aà pra quem quiser ver e comentar.
Assistam ao filme âO Curioso Caso de Benjamin Buttonâ que estĂĄ nos cinemas com o ator Brad Pitt. Falarei mais sobre o assunto em breve. Bejo no coração ;*

Pois Ă© colegas, eis que esses dias estou eu na sala da minha terapeuta e ela me diz categĂłrica: “vocĂȘ sofre de S.A.I. â SĂndrome do Amor InatingĂvel”. Bom, sabe que doença moderna Ă© tudo por sigla nĂ©? Mas o mais engraçado Ă© que acho que essa Ă© comum, a gente sĂł nĂŁo sabe que tem. Eu tenho VĂRIAS amigas que tem, e conforme ela foi falando fui detectando. JĂĄ atĂ© alertei algumas, e o pior: o nome combina. Ă uma maneira de vocĂȘ dar um “passa fora” num cara, de querer sossego, de nĂŁo se entregar e mandar o cara SAIR da sua vida mesmo.
Mas o negĂłcio Ă© sĂ©rio gente. Vou me direcionar Ă s meninas agora… vocĂȘ por um acaso tem mania de gostar daquele cara inacessĂvel? O mais popular, o mais bonito, o mais cafajeste, o mais galinha, o mais procurado, ou atĂ© o mais GAY?? Pois Ă©, Ă© sua forma INCONSCIENTE de gostar de alguĂ©m com quem vocĂȘ bem sabe que nĂŁo tem futuro. Portanto, por mais que vocĂȘ tenha algum tipo de relacionamento com o ser, nĂŁo vai durar como vocĂȘ gostaria, ou seja: VOCĂ SE AUTO-SABOTA.
E existe a SAI tipo 2 (isso jĂĄ fui eu que inventei, a nomenclatura, embora o outro “tipo” exista mesmo). A SAI nĂșmero 2 se constitui na seguinte situação: vocĂȘ estĂĄ solteira. Ou melhor, solitĂĄria. Sozinha, desamparada, “oh meu Deus, por que ninguĂ©m gosta de mim?” e aquele drama todo que sĂł nĂłs mulheres sabemos fazer quando queremos ter alguĂ©m. VocĂȘ sonha, idealiza, imagina como seria seu prĂłximo relacionamento. Ouve uma mĂșsica romĂąntica e pensa “um dia vou cantar essa pro meu namorado”. Massss… eis que ele aparece. Quem? O candidato ao espaço vazio do seu coração. E o que vocĂȘ faz? Começa a SURTAR. “Ah, mas eu vou ter que largar minhas amigas? Ah, mas e se ele for grudento? Ah, mas ele JĂ TĂ ME LIGANDO?”. Ou seja, vocĂȘ nĂŁo deixa o negĂłcio FLUIR. NĂŁo deixa chegar na fase boa que seria aquela em que vocĂȘ dedica a mĂșsica Ă pessoa que tanto procurou. E nesse mal-começo-de-relacionamento, vocĂȘ jĂĄ começa a duvidar que queria ter um namorado; de repente, vocĂȘ ama sua liberdade e quer ficar mesmo sozinha, com ele nĂŁo rola, vocĂȘ nĂŁo ta a fim! Eis que ele vai embora e vocĂȘ pensa: “O QUE FOI QUE EU FIZ?”. TĂĄ aĂ: o amor que vocĂȘ tanto deseja NUNCA Ă ATINGIDO. E de quem Ă© a culpa? SUA, AMIGA.
Calma, eu tambĂ©m sou assim. Segundo minha terapeuta, relacionamento pra mim “Ă© um processo de tortura; sĂŁo muitos âe seâ”. E sĂŁo mesmo. E isso tem cura? NĂŁo sei, vou descobrir com ela… se alguĂ©m souber, me fale, por favor! AliĂĄs, vamos discutir isso… quem sabe a gente descobre o porquĂȘ de tanta auto-sabotagem!
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Notinhas Culturais (ou nĂŁo!)
1. “NegĂłcios da China”, “Caminhos da Ăndia”… alguĂ©m chuta o nome da prĂłxima novela das 19h da Globo??
2. Alguém viu quantas Misses tem nesse Big Brother? Serå que uma Miss Independent teria chance?! O.o
3. AlguĂ©m viu o slogan da Telefonica no comercial de TV? “Telefonica â Desfrute o progresso”… bom, galera, vamo lĂĄ: HAHAHAHAHAHA HAHAHAHAHAHA. Agora podem falar sĂ©rio.

AlguĂ©m aĂ jĂĄ viu o âSex and The Cityâ, o filme? TĂĄ, ele nĂŁo Ă© um filme exatamente novo, o que com certeza vai facilitar a minha mensagem; muitos de vocĂȘs jĂĄ devem ter visto… Eu nĂŁo sou fĂŁ da sĂ©rie. AliĂĄs, confesso que tentei assistir sem conseguir passar pouco mais de 5 minutos vendo um episĂłdio. NĂŁo porque a sĂ©rie Ă© chata, mas sei lĂĄ, nĂŁo me prendeu. Ă engraçado que aconteceu a mesma coisa quando fui ver âFriendsâ as primeiras vezes, mas Deus foi bom o bastante e me deu força de vontade pra que eu assistisse mais algumas vezes atĂ© que… bom, atĂ© que hoje sou fĂŁ inveterada e abomino pessoas que nĂŁo gostam de âFriendsâ. Mas isso nĂŁo vem ao caso.
O que vem ao caso Ă© que eu classificava as sĂ©ries. Tipo, âFriendsâ Ă© sobre amizade, âSex and The Cityâ, sobre sexo, âThe O.Câ sobre os ricos da CalifĂłrnia, e por aĂ vai. Mera classificação ridĂcula e baseada nos tĂtulos. O fato Ă© que me impressionei assistindo ao filme âSex and The Cityâ (sim, mesmo sentindo uma certa indiferença pela sĂ©rie, topei ver o filme). E uma cena em especial me chamou muita a atenção.
Sabe aquela parte em que a Carrie (personagem principal) liga para o Mr. Big perguntando onde ele estĂĄ, afinal de contas ela estĂĄ pronta, de vestido, noiva e com uma pĂĄssaro na cabeça sĂł o esperando na Igreja, e ele diz que nĂŁo consegue se casar? Bom, a Carrie sai arrasada, amparada por suas 3 amigas fiĂ©is (Miranda, Charlotte e Samantha) e seu carro cruza com o de Big, que percebeu a burrada fenomenal e deu meia-volta na contramĂŁo pra chegar atĂ© Carrie. Nesse momento, Carrie desce do carro e dĂĄ umas bofetadas com o buquĂȘ na cabeça de Big. Achei essa cena incrĂvel, deu pra sentir a raiva e a tristeza dela, embora eu, se fosse Carrie Bradshaw, completaria com uma joelhada no saco (pois convenhamos que apanhar de buquĂȘ nĂŁo deve doer a dor que aquele sujeito merecia no momento). Mas o destaque da cena Ă© o momento em que, pĂłs-bofetadas com buquĂȘ, a Carrie vira-se para se amparar no abraço de Charlotte, e entĂŁo podemos ver como a personagem da amiga encara o âsempre-bomâ Mister Big. Ele tenta falar com Carrie, e Charlotte, abraçando a amiga e de frente pra ele, levanta o dedo e diz âNĂŁo! NĂŁo!â. A força da cena Ă© tremenda, o olhar da Charlotte fez o cara ficar no lugar dele.
Onde eu quero chegar? Quero chegar ao ponto em que âFriendsâ Ă© uma sĂ©rie excelente, mas pouquĂssimas vezes eu vi uma cena de amizade tĂŁo forte como essa. O senso de proteção que a Charlotte demonstrou, nĂŁo sĂł nessa cena, mas tambĂ©m ao longo do filme, como quando ela diz que imaginou diversas vezes seu diĂĄlogo com Big caso o encontrasse novamente, Ă© o tipo de coisa que vocĂȘ sĂł vĂȘ acontecer na vida real, com aquelas amigas que realmente se amam e se protegem (Ă©, eu confesso que me identifiquei, sou do tipo âfico puta da vida com quem magoa amiga minhaâ). Com isso eu termino dizendo que sim, me rendi a âSex and The Cityâ. NĂŁo pelo sexo, nem pelas histĂłrias amorosas, mas pelo forte senso de amizade demonstrado no filme. TĂŽ louca pra alugar os DVDs!! AlguĂ©m me empresta?! Hehehe!
AH! A partir de hoje eu vou começar a escrever tambĂ©m aqui no Site do ParaĂba. Pode me chamar de Miss Independent (embora nĂŁo role tanta independĂȘncia no momento, hahahaha). AliĂĄs eu recomendo duas mĂșsicas com esse nome: a da Kelly Clarkson e a do Ne-Yo. Podem procurar, sĂŁo muito boas! Esse pseudĂŽnimo foi minha amiga que inventou… na falta de um melhor, vai esse mesmo. ;*